Para falar do turismo religioso em Belo Horizonte, é necessário começar pela história do estado de Minas Gerais como um todo.

Localizado no sudeste do Brasil, com mais de 586 mil km, foi geograficamente privilegiado na rota do turismo religioso brasileiro. Entre as estradas reais, foi a terra do ouro, do catolicismo trazido pelos portugueses e, por consequência da união destes fatores, das igrejas monumentais e riquíssimas em história do Brasil do período colonial.

Belo Horizonte é um dos destinos religiosos mais procurados no Brasil.

História da cidade

A capital Belo Horizonte é riquíssima em história do Brasil. Sua geografia é composta de morros e baixadas. A cidade tem fama internacional e é muito relevante na área cultural, econômica e religiosa.

Do ponto de vista do turístico, possui grandes ciclos culturais, importantes monumentos, parques e museus, além do extenso calendário religioso.

Por que Belo Horizonte é considerado um destino religioso?

Belo Horizonte é um dos destinos turísticos mais religiosos do país devido a sua trajetória história e geográfica, colonizada por europeus, principalmente os portugueses que chegaram pela Bahia, durante a época da extração do ouro.

E, assim como Ouro Preto, em Minas Gerais, a cidade de Belo Horizonte se desenvolveu e grandes igrejas foram construídas nos mais diversos estilos barrocos, onde nasceu o barroco mineiro em toda sua forma peculiar, com os mestres Aleijadinho e Ataíde, durante o ciclo do ouro.

O que visitar em Belo Horizonte

A capital mineira está repleta de pontos turísticos e históricos como o Museu de Artes e Ofícios, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o Mercado Central e a Savassi, e eventos de grande repercussão, como o Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua, e muitos festivais que englobam arte, música e arquitetura de modo geral.

Belo Horizonte também tem muito espaço para o turismo religioso. A cidade está repleta de igrejas esplendorosas que podem ser visitadas diariamente. Abaixo separamos uma lista com os principais nomes. Confira e faça sua lista para visitar a capital mineira!

Basílica de Nossa Senhora de Lourdes

Inicialmente era apenas uma capela de uma linda gruta, onde fiéis de Nossa Senhora de Lourdes se reuniam para rezar, por volta de 1900, quando a imagem de Nossa Senhora de Lourdes chegou da França. Só em 1923, a obra foi inaugurada, mesmo inacabada.

Em meados de 1958, após a coroação, Dom João Resende Costa leu a bula do Papa Pio XII, que elevou a Igreja de Lourdes à categoria de Basílica Menor.

Capela da Ressurreição

A Capela da Ressurreição foi inaugurada em 2001. Nela podem ser visitados um presépio permanente, réplica das igrejas históricas de Minas Gerais, os quadros originais da Via-Sacra da Basílica e um espaço dedicado aos fiéis falecidos de Nossa Senhora de Lourdes, que são homenageados com uma missa mensal.

Museu Padre Sebastião Pujol

Em atividades desde 2003, o Museu Padre Sebastião Pujol, CMF, da Basílica de Lourdes tem como objetivo principal de resgatar a história da Basílica de Lourdes e preservar algumas peças sacras.

O museu possui plantas originais da construção da Basílica, objetos litúrgicos e imagens. Faz parte do museu o acervo bibliográfico que consta de atas, escritos históricos e fotos desde a origem da Basílica.

Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem

Por volta de 1709, o português Francisco Homem del Rey conseguiu autorização da Coroa, por meio de Cartas de Sesmarias, e se estabeleceu na região de Belo Horizonte.


Foi este homem quem trouxe a imagem da padroeira dos navegantes portugueses, Nossa Senhora da Boa Viagem, que o acompanhou na travessia do Oceano Atlântico. Para homenagear sua padroeira, Francisco ergueu em suas terras uma pequena capela de pau-a-pique para abriga-la.

Com o crescimento da capital, em 1923 foi erguida a igreja atual. Hoje em dia, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, que também possui o título de Catedral, abriga um conjunto arquitetônico, em estilo neogótico.

O seu valor histórico, artístico e cultural a tornou um espaço de visitação muito requisitado e atração turística. Se tornou um lugar especial de fé, devoção e adoração por ser, também, o Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua, aberto 24 horas por dia recebendo a visita de romeiros das diversas regiões da cidade, da Região Metropolitana de Belo Horizonte e de turistas.

 

Capela São Francisco de Assis

A Capela São Francisco de Assis, popularmente chamada como Igrejinha da Pampulha, foi consagrada em 1959, como um templo religioso.

Projetada por ninguém menos que arquiteto Oscar Niemeyer, foi considerada uma grande inovação arquitetônica. Seu interior abriga a Via-Sacra, composta por catorze painéis de Cândido Portinari. Os jardins são assinados por Burle Marx e os baixos-relevos em bronze foram esculpidos por Alfredo Ceschiatti.

Consequentemente, é uma das imagens mais representativas da religiosidade do povo mineiro, a Igrejinha da Pampulha é também um dos mais conhecidos cartões postais de Belo Horizonte, uma obra-prima do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que recentemente recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.  Atualmente a Igreja se encontra fechada para restauração por tempo indeterminado.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Localizada no bairro de Carmo,  D. Antônio dos Santos Cabral expediu o decreto que permitiu a construção da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo.

Uma das principais atrações da igreja é a beleza de sua decoração. Em primeiro lugar, os impressionantes vitrais coloridos com motivos bíblicos sobre Nossa Senhora, que foram desenhados e executados pela fábrica “Conrado” de São Paulo, sob a orientação de Frei Benigno Dissel.

Igreja dos Sagrados Corações

A Igreja dos Sagrados Corações é uma grande construção localizada no coração da Rua Padre Eustáquio.

Atualmente, ao redor da igreja, há de um lado o Centro Comunitário Paroquial e do outro o Memorial do Padre Eustáquio, onde repousam seus restos mortais desde agosto de 2007. Uma vez terminada a Igreja Matriz, aos poucos foram acrescentados outros anexos, como a Casa Paroquial, o Cinema , a Gráfica da Promoção da Família, a ASPE.

No interior da igreja, há  a bela Capela do Santíssimo, um pequeno Museu do Pe. Eustáquio, Secretaria Paroquial e Secretaria da Causa de Canonização do Beato. Há ainda locais cedidos para o trabalho das Damas de Caridade e de Alcoólicos Anônimos.

Igreja de São Sebastião

Localizada no Barro Preto, região central de Belo Horizonte, é uma das primeiras comunidades da cidade da capital mineira.

A obra da matriz, apenas começada em 1929, parou por falta de recursos só recomeçando dois anos após. A construção foi feita em etapas conforme as possibilidades financeiras.

O templo e arredores tal como hoje se apresentam são frutos de vários acréscimos e embelezamentos, alguns bastante recentes.

Igreja de Nossa Senhora Rainha

A Igreja de Nossa Senhora Rainha foi fundada em 1986, e conta desde então com o trabalho incansável de muitos colaboradores para a sua edificação.

A igreja é responsável por muitas pastorais e grupos que atuam em diversas frentes, dentro da comunidade e em comunidades carentes. Um verdadeiro exemplo na missão de evangelizar e de acolhimento de fiéis. Possuem até um ambulatório que atende a comunidade.

Santuário São Judas Tadeu

O Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu teve início com um pequeno palanque coberto de sapé, no qual, aos domingos, celebrava-se a Eucaristia para os fiéis.

Em seguida, construiu-se uma humilde capela dedicada a São Judas Tadeu, fruto do trabalho dos vicentinos.

A igreja foi dedicada no dia 22 de setembro de 1991, em solenidade presidida pelo arcebispo, que também inaugurou a capela do Santíssimo.

 

Santuário Nossa Senhora da Piedade – Padroeira de Minas Gerais

O Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade é uma das obras primas mineiras, muito privilegiado pela beleza natural.

A 48 km da capital mineira e a 16 km do município de Caeté, é um cenário no alto da montanha, com 1746 metros de altitude. Um verdadeiro paraíso para reflexão, oração e o encontro com Deus.

O Santuário que abriga a Padroeira de Minas Gerais é propício para quem busca a tranquilidade e a beleza da natureza.

São 360 graus de panorama das belas vistas das montanhas de Minas, essa vista só é possível, em dias claros de sol. Já nos dias mais frios e nublados, o espetáculo se torna ainda mais belo.

 

Festa da Padroeira de Belo Horizonte (Nossa Senhora da Boa Viagem)

Para encerrar este guia do turismo religioso em Belo Horizonte, não podemos deixar de citar uma das datas mais especiais do calendário católico para a cidade.

A programação da grande festa litúrgica mineira, a Festa da Padroeira de Belo Horizonte – Nossa Senhora da Boa Viagem começa com novena, missas e vai até as tradicionais caminhada com Maria, procissão, barraquinhas, apresentações culturais, coroação de Nossa Senhora e orações em homenagem à padroeira da capital.

Após quatro anos de obras, a capela dedicada a Nossa Senhora da Boa Viagem, no interior da igreja, foi reinaugurada em 15 agosto de 2018, data dedicada à padroeira e feriado municipal na capital mineira.

Nesta cerimônia histórica também foi apresentada a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, do século 18, totalmente restaurada.


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